• Sindicato dos Bancários

CONTEC participa de audiência pública em Brasília sobre o PLS 555/2015


Gladir Basso, Diretor de Assuntos Legislativos da Contec e Presidente da Federação dos Bancários do Paraná, esteve em Brasília no início deste mês, quando participou da reabertura dos trabalhos do Congresso Nacional, oportunidade que participou da Audiência Pública da CDH (Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa) para debater o mundo do trabalho, desemprego, aposentadoria, discriminação com foco na terceirização e no trabalho escravo. A audiência pública foi presidida pelo senador Paulo Paim (PT).

Na oportunidade, Gladir Basso conversou com vários senadores pedindo apoio contra o PLS 555/2015, que transforma as empresas estatais em sociedade anônima e por consequência no caso dos bancários seria a abertura do capital da Caixa Econômica Federal, alterando totalmente a finalidade da Caixa e seu papel inserido nos programas habitacional e programas sociais tão importantes à sociedade brasileira.

Queremos a Caixa Econômica Federal 100% Pública e atendendo a sua finalidade tão indispensável a população.

Na oportunidade, Gladir Basso conversou com os senadores Paulo Paim, Cristovão Buarque e Paulo Rocha, que se posicionaram contra o PLS 555/2.015.

O PLS 555/2015 é considerado uma nova ameaça à Caixa Econômica Federal, ao BNDES, aos Correios e a outras estatais brasileiras, e por consequência, abre caminho para uma nova onda de privatização das empresas públicas.

No caso da Caixa Econômica Federal, Gladir afirma que significaria abrir o capital da Caixa, e com certeza, a sua finalidade principal de atendimento aos programas sociais seria totalmente alterada, atendendo aos interesses dos novos acionistas. “Por isso, trabalhamos fortemente para impedir a aprovação desse projeto e manter a Caixa 100% pública, cumprindo com seu papel social”, disse Basso.

AUDIÊNCIA COM NOBEL DA PAZ

KAILASH SATYARTHY

Na referida audiência pública, Kailash Satyarthy fez ampla exposição sobre o mundo do trabalho e o trabalho escravo no mundo.

Vencedor do Nobel da Paz em 2014, o ativista indiano Kailash Satyarthy abandonou a engenharia há 25 anos e começou sua luta contra a exploração do trabalho infantil, reconhecido pelo trabalho ativo pelos direitos das crianças. Ele já libertou mais de 80 mil menores de diversas formas de servidão e os ajudou no processo de reabilitação através de sua organização, Bachpan Bachao Andolan.

O Comitê destacou que Satyarthy, “mostrando grande valor pessoal” e seguindo a tradição de Gandhi, “liderou várias formas de protesto e manifestação, todas pacíficas, concentrando-se na grave exploração de crianças para obtenção de benefícios financeiros”.

O ativista também “contribuiu para o desenvolvimento de importantes convenções internacionais sobre os direitos da criança”. Kailash Satyarthy, engenheiro informático indiano que abandonou os computadores há 28 anos para denunciar multinacionais que exploram crianças de 5 a 12 anos em seu país, encabeça a organização Global March, que libertou da escravidão empresarial cerca de 80.000 crianças em mais de 160 países.

Participaram da audiência publica o ministro Lélio Bentes Correa, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ); Leonardo Sakamoto, conselheiro do Fundo das Nações Unidas para formas contemporâneas de escravidão; Carlos Eduardo de Azevedo Lima, presidente da Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho; Hugo Cavalcanti Melo Filho, juiz membro da Associação Latino-Americana de Juízes do Trabalho; e Ronaldo Curado Fleury, procurador geral do Trabalho MPT.

Fonte: FEEB-PR

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