Poucos títulos públicos batem 13% no ano


A maior parte dos títulos públicos negociados no Tesouro Direto deve fechar 2015 com valorização, apesar do sobe e desce dos juros por causa das incertezas nas áreas econômica e política.

Mas poucos conseguiram superar o rendimento perto de 13% no ano oferecido pelos papéis Tesouro Selic, corrigidos pela taxa básica de juros.

Até o dia 22 de dezembro, dos 22 papéis que compõem o estoque do Tesouro Direto, quatro apresentavam desvalorização no acumulado do ano. São eles: o Tesouro IPCA+ 2035 (-7,8%) e os Tesouro Prefixados com Juros Semestrais 2021 (-0,6%), 2023 (-3,8%) e 2025 (-6,2%).

Apenas dois conseguiram superar o rendimento da taxa básica, o Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais e o Tesouro IGPM+ com Juros Semestrais, ambos com vencimento em 2017 e rendimento bruto pouco acima de 15%.

Só que nenhum deles está mais disponível para compra. Ou seja, são aplicações antigas, de quem aproveitou outras crises para comprá-los.

A expectativa de mais incerteza na economia e na política e de manutenção dos juros elevados faz do papel Tesouro Selic um candidato a ficar entre as melhores aplicações em renda fixa de 2016.

Essa é a opção indicada pelo próprio Tesouro para investimentos de curto prazo, para uma reserva que pode ser sacada a qualquer momento.

As incertezas econômicas também podem, por outro lado, beneficiar o investimento em outros tipos de papéis se o investidor estiver disposto a mantê-los por mais tempo.

Os prefixados à venda hoje, por exemplo, estão pagando mais de 16% ao ano por prazos de dois a nove anos, taxa que pode superar a taxa Selic nesse mesmo período.

Há ainda o Tesouro IPCA+, com vencimento entre 2019 e 2050, que garante para quem fica com ele até o vencimento a correção da inflação mais juros acima de 7% ao ano.

Apesar da crise, o estoque de aplicações no Tesouro Direto cresceu 62% até novembro, ante igual período de 2014, para R$ 24 bilhões. O valor equivale ao patrimônio de um grande fundo.

Esse é o maior aumento desde 2008. Na época, no entanto, o estoque representava 10% do valor atual. Em termos nominais, é o maior aumento desde o lançamento do programa, em 2002.

Fonte: Folha de SP

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