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Preço da gasolina da Petrobras já supera em 32% o valor internacional


O preço do diesel vendido pela Petrobras chegou nesta semana a superar em 45% o valor do mercado internacional. No caso da gasolina, o ganho da estatal foi a 32%.

Essa vantagem para a empresa acontece porque opetróleo no mercado internacional caiu 15% em um mês e atingiu os menores preços desde o início de 2009.

O movimento ajuda a Petrobras, que precisa fazer caixa, e praticamente compensa as perdas que a companhia teve no período em que vendia combustível abaixo dos valores internacionais.

Por outro lado, o preço do combustível é um dos principais vilões da elevadainflação brasileira em 2015.

Para o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE) Adriano Pires, a tendência é que a margem da Petrobras aumente nas próximas semanas, já que o preço do petróleo deve cair mais.

Ele estima que o barril chegará perto de US$ 25 em janeiro, porque os estoques para o inverno no hemisfério norte já foram comprados.

"Este trimestre e o próximo serão muito bons para a Petrobras", comenta Pires, lembrando que a recente valorização do real frente ao dólar, ainda que pequena, também ajuda a estatal.

A estatal é a única entre as grandes petroleiras que não altera o preço de combustíveis de acordo com a variação do petróleo. "É a única petroleira que lucra com o petróleo baixo", completa.

Até a semana passada, a margem sobre o preço do diesel praticado no exterior oscilava em torno dos 30% e a da gasolina, em 25%, segundo cálculos do CBIE com base na cotação do petróleo do tipo Brent, negociado em Londres e referência internacional de preços.

Para o analista da consultoria Tendências, Walter de Vitto, a estatal está perto de recuperar todas as perdas obtidas com a venda de diesel subsidiado desde que deixou de acompanhar as cotações internacionais.

Usando dados de terça-feira (8), ele calcula que a defasagem acumulada desde maio de 2008 (data do último ajuste antes da mudança do padrão de precificação da Petrobras) é de apenas 0,9%.

A Petrobras passou a maior parte do período entre 2008 e 2014 praticando preços internos abaixo da cotação internacional, política apontada por especialistas como uma das principais causas da penúria atual da empresa.

Enquanto a Petrobras ganha com as elevadas margens sobre os preços dos combustíveis, os efeitos na economia são negativos, ressalta Pires.

"O governo não está transferindo para o consumidor a queda do petróleo, o que ajudaria a melhorar a competitividade da indústria e reduzir os custos de transporte", diz.

Além disso, o petróleo barato tem impacto nos investimentos do setor, que passa por um momento de enxugamento de custos e vendas de ativos.

Fonte: Folha de SP

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