Instabilidade de aplicações deve continuar com crise política e recessão


A crise política não dá sinais de estabilização, a recessão vai entrar no segundo ano seguido e a novela do ajuste fiscal deve se arrastar por mais alguns meses. Com isso, os mercados de ações, câmbio de moedas e juros continuarão sofrendo forte instabilidade.

As incertezas devem seguir pressionando a cotação do dólar, restringindo ganhos na Bolsa e trazendo fortes emoções no mercado de juros.

Segundo projeções do boletim Focus, do Banco Central, a moeda americana encerrará 2016 em R$ 4,20.

Analistas preveem ainda que a taxa básica de juros (Selic) só deve começar a cair no segundo semestre, encerrando 2016 a 13,75% ao ano. Isso favorece as aplicações conservadoras com rentabilidade atrelada à Selic, como títulos públicos e fundos do tipo DI.

Papéis privados indexados ao CDI (Certificado de Depósito Interfinanceiro, a taxa de empréstimos entre bancos) também devem se beneficiar nesse cenário, pois acompanham de perto o juro básico.

Por outro lado, a perspectiva de queda dos juros em algum momento torna os papéis prefixados com taxas elevadas mais atraentes devido à marcação a mercado –mecanismo de ajuste de preço em que o valor do título é atualizado pela diferença entre a taxa de juro atual e a acertada quando a dívida foi emitida.

Por outro lado, se os juros continuarem subindo, esses papéis sofrem perdas. Há risco de que isso ocorra se a inflação continuar acelerando.

A inflação deve seguir longe da meta do governo, que é de 4,5% ao ano com tolerância de dois pontos para cima ou para baixo. Isso corrói o ganho real do investidor e prejudica a aplicação na caderneta de poupança, que deve encerrar 2016 com rendimento abaixo do índice oficial de preços.

Fonte: Folha de SP

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