• Sindicato dos Bancários

Greve dos bancários ganha força nos centros administrativos


A greve nacional dos bancários chega nesta terça-feira (13) no seu oitavo dia com um crescimento na adesão dos trabalhadores do ramo financeiro de todo o Brasil. As mobilizações foram ampliadas nos centros administrativos, onde há concentração de maior número de funcionários. No total, 10.818 locais de trabalho paralisaram suas atividades até a última sexta-feira.

Gladir Basso, presidente da Federação dos Bancários do Paraná e do Sindicato de Cascavel e Região durante entrevistas sobre a greve dos Bancários

Para se ter uma ideia, apenas na capital paulista, mais de 52 mil trabalhadores de 700 locais de trabalho, sendo 23 centros administrativos e 677 agências, cruzaram os braços a fim de pressionar por uma proposta digna dos bancos.

No Paraná, o balanço de sexta-feira apontava que 963 agências estavam fechadas. Já na base dos 24 municípios da região abrangida pelo Sindicato de Cascavel, subiu de 59 para 63 as agências fechadas pela greve nesta terça-feira, quando aderiram também as unidades de Céu Azul – até sexta-feira, além de Cascavel a greve fechou agências também em Corbélia, Ubiratã e Vera Cruz do Oeste.

O presidente do Sindicato dos Bancários de Cascavel e Região e da Federação do Paraná, Gladir Basso, reforça que o movimento paredista está ganhando força em todo País porque, conforme estamos constatando junto aos bancários, “a proposta patronal foi desleal e desmotivadora”, além de “desrespeitosa”. Os banqueiros ofereceram 5,5% de reajuste, representando 4% de perda em relação à inflação, que foi de 9,88% nos últimos doze meses. “A classe considera que sem a reposição da inflação e ganho real, não dá para aceitar. Isto é exploração, e os vultosos lucros que os bancos estão tendo reforçam que esta proposta não se justifica".

Sem uma proposta decente, que contemple reposição da inflação e aumento real, a greve segue forte nos 26 estados da Federação e no Distrito Federal, com adesões das agências e centros administrativos de todo o País.

Juros e lucros exorbitantes Os bancos são os principais responsáveis pela greve. É um setor que tem todas as condições de contemplar seus trabalhadores com um reajuste digno, visto que lucrou R$ 36,3 bilhões somente no primeiro semestre deste ano.

Segundo a pesquisa feita pela Fundação Procon, os juros do cheque especial atingiram em outubro média de 12,28% ao mês, a maior desde setembro de 1995. No mês anterior, a média estava em 11,9% a.m.

Confira as reivindicações dos bancários:

Reajuste salarial de 16%. (incluindo reposição da inflação mais 5,7% de aumento real)

PLR: 3 salários mais R$7.246,82

Piso: R$3.299,66 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último). Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$788,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional).

Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários.

Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.

Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.

Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.

Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários.

Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).

Fonte: Seeb Cascavel - Fotos: Jaime Scussiatto

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