• Sindicato dos Bancários

A força por trás das negociações


A greve dos bancários entra em seu 8° dia e segue forte. Mais agências se fecham ao começo de cada novo dia de greve. Em Sorocaba e região, havia 172 agências fechadas até sexta-feira, dia 9 de outubro. Porém, há um fato dentro do movimento sindical que talvez seja desconhecido da maioria dos bancários: a atuação do presidente da Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul (FEEB SP/MS), Davi Zaia, nas negociações salariais com os banqueiros.

Bancário e deputado, Davi Zaia não negocia diretamente na mesa com os banqueiros, mas goza de influência e perspicácia suficientes para atuar nos bastidores da campanha salarial. Para ele, a força da greve deste ano representa o descontentamento dos bancários com os banqueiros, que de forma desrespeitosa apresentaram como proposta, um pífio reajuste de 5,5%, índice que sequer repõe as perdas inflacionárias e mais um abono de R$ 2,5 mil, valor que não se incorpora ao salário, uma medida de caráter imediatista e que nem de longe pode ser considerada parte de um bom acordo, já que regride a negociação aos níveis de 10 anos atrás, impondo retrocesso às conquistas dos trabalhadores.

Para Julio Cesar Machado, presidente o Sindicato dos Bancários, o abono é também uma ilusão, pois os R$ 2,5 mil ofertados, viram cerca de R$ 1,800 depois do desconto do IR. Para Davi Zaia, a greve é também uma resposta às pressões para o cumprimento de metas abusivas, contra o assédio moral, que tem levado os bancários ao adoecimento e contra a falta de segurança a que ficam expostos.

SEEB Sorocaba

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