• Sindicato dos Bancários

69% das categorias com data-base no 1º semestre obtiveram ganho real


Balanço das negociações das campanhas salariais com data-base no primeiro semestre deste ano mostra que aproximadamente 69% das negociações coletivas resultaram em aumentos acima da inflação medida pelo INPC em 12 meses. O número faz parte de levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) via Sistema de Acompanhamento de Salários (SAS). Foram analisados 302 convenções e acordos coletivos, de empresas públicas e privadas.

Os dados mostram, contudo, que por conta da alta da inflação houve uma sensível queda na proporção dos reajustes com ganho real frente ao verificado nas mesmas categorias nos últimos oito anos. Trata-se, de acordo com o Dieese, do pior desempenho desde 2008, início da série histórica uniformizada e pico da última crise financeira mundial provocada pelos banqueiros americanos.

Os reajustes acima da inflação medida pelo INPC, que é calculado pelo IBGE e referência para as negociações salariais, se concentraram na faixa de até 1% de aumento real.

Já os resultados abaixo da inflação subiram de 2,6% para 14,6% do total, e os equivalentes ao INPC foram de 4,6% para 16,9%. A situação deve se manter na segunda metade de 2015, período da campanha de trabalhadores como bancários, petroleiros, químicos e metalúrgicos.

Se analisados os dados por setores econômicos, o comércio é o que registrou a maior proporção com ganhos reais no semestre (76%) e a menor de reajustes abaixo do INPC, apesar de estar abaixo do verificado em anos anteriores. No setor de serviços, os ganhos acima da inflação alcançaram o índice de 74%. A indústria foi o que apresentou o pior desempenho, com 60,9% dos acordos com reajuste superior ao da variação do INPC.

Bancos O Dieese pondera que o desempenho das negociações salariais no segundo semestre de 2015 dependerá do “desenrolar do cenário” macroeconômico. Mas outros fatores, segundo a entidade, poderão contribuir para a mudança de quadro, como as diferenças de desempenho da empresa ou do setor, o peso econômico e a capacidade de mobilização dos trabalhadores, que podem ser decisivos para a reversão dos indicadores atuais.

Mesmo diante de um cenário econômico adverso para o governo, é expressiva a quantidade de categorias que alcançaram ganhos reais. Isso mostra que os bancos, para quem não há conjuntura desfavorável, como bem atestam seus lucros estratosféricos, têm plenas condições dar uma resposta satisfatória às reivindicações dos bancários. Considerando essa realidade, os bancários não poderão aceitar nenhuma proposta que imponha perdas.

Fonte: Dieese

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