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Brasil cai 18 posições e fica atrás do Vietnã em competitividade


O Brasil caiu 18 posições no ranking anual que mede a competitividade de 140 países, ficando atrás de Panamá e Vietnã, divulgou nesta terça-feira (29) o Fórum Econômico Mundial.

No levantamento, Relatório Global de Competitividade 2015-2016, feito em parceria com a Fundação Dom Cabral, o Brasil ficou na colocação número 75, a pior da série histórica iniciada em 2006, devido à deterioração da confiança nas instituições, piora nas contas públicas e na capacidade de inovação e educação.

Com isso, o Brasil ficou atrás de alguns dos principais concorrentes, como México, Índia, África do Sul e Rússia, e de nações com menor expressão econômica, como Panamá e Vietnã.

Desde o estudo de 2012, quando atingiu a posição 48, a melhor do país, o Brasil tem estado em queda livre no levantamento. Isso, mesmo com o relatório apontando estagnação global, o que enxergou como um 'novo normal', composto por crescimento econômico menor, desaceleração da produtividade e aumento do desemprego.

A Suíça manteve a liderança no ranking pelo sétimo ano seguido, seguida por Cingapura e Estados Unidos. A maioria dos países menos competitivos pertence à África Subsaariana, com exceção do Haiti, Venezuela e Mianmar.

Chile é o melhor da América Latina no ranking Na América Latina, o Chile foi apontado como o mais competitivo, em 35º lugar no ranking, seguido por Panamá (50º).

Segundo a pesquisa, a economia chilena se destaca por economia estável em tempos de crise e sólidas instituições, além de eficientes mercados financeiros e alta "prontidão tecnológica".

A Colômbia vem apresentando melhoras nos últimos anos e ganhou cinco posições no novo levantamento.

Crise econômica e política derrubam Brasil No caso brasileiro, houve piora em nove dos 12 indicadores que compõem o estudo, com as quedas mais acentuadas em itens como ambiente econômico, saúde e educação primária. Infraestrutura, prontidão tecnológica e tamanho do mercado tiveram leves avanços.

"A crise econômica e política que se deteriora desde 2014, associada a fatores estruturais como sistema regulatório e tributário inadequados, infraestrutura deficiente, educação de baixa qualidade e baixa produtividade, resultam em uma economia frágil e incapaz de promover avanços na competitividade", disse Carlos Arruda, coordenador de Inovação da Fundação Dom Cabral.

No item confiança pública em políticos, o país ocupou a antepenúltima posição no ranking. No item comportamento ético das firmas, o país foi ranqueado na posição 133 de 140.

Em ambiente econômico, o país perdeu 32 posições ante a pesquisa passada, devido basicamente ao desequilíbrio fiscal. A capacidade do Brasil de atrair e reter talentos perdeu 33 colocações. Nas variáveis que medem a inovação, o Brasil teve queda de 22 posições.

A pesquisa no Brasil incluiu entrevistas com 197 executivos de empresas entre março e maio. Segundo Arruda, a escalada recente do dólar deve ter impactos indiretos sobre a competitividade do país, uma vez que o câmbio não é uma questão específica do estudo.

"As exportações tendem a crescer, o que é positivo, mas também pode haver mais pressão inflacionária", disse Arruda. "Além disso, o PIB dos países é medido em dólares, o Brasil perde poder relativo."

Para os autores do estudo, o desafio para o Brasil é investir mais em setores exportadores de produtos com maior valor agregado e em acordos bilaterais.

Fonte: G1

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