Não há crise para as instituições financeiras do Brasil


Nosso país é imensamente rico. Não só de recursos naturais, mas, principalmente em função de uma classe trabalhadora forte, que contribui bastante com pagamento de impostos, tributos e contribuições. Entretanto, sem entrarmos em questões de gestão governamental, corrupção e de políticas públicas eficientes, é essa classe trabalhadora que ajuda as instituições financeiras a aumentar cada vez mais seus lucros.

Fala-se em crise financeira no Brasil, a inflação está nas alturas. Mesmo diante desse cenário, os lucros dos bancos, tanto públicos como privados, não param de crescer. Lucro do Bradesco e Itaú, por exemplo, foram recordes no 2º trimestre.

Neste ano, o Banco do Brasil também comemorou seus resultados. Nos primeiros seis meses, o banco registrou o lucro líquido contábil de R$ 8,826 bilhões - valor 60,3% superior ao primeiro semestre de 2014 (R$ 5,506 bilhões). Já a Caixa Econômica Federal, no primeiro semestre de 2015, deve registro de lucro líquido no valor de R$ 3,5 bilhões, 2,8% acima do verificado no mesmo período do ano anterior (R$ 3,4 bilhões).

Os bancos estão aplicando juros altos e, a população em dívidas demanda cada vez mais por crédito. Somado a essas duas causas, não podemos deixar de destacar a atividade dos bancários, que trabalham pressionados por metas e resultados sem a devida valorização.

Há algumas semanas, a categoria tenta negociar em vão com os bancos. A resposta deles é sempre a mesma: o Brasil está em crise. Mas perguntamos: que crise? Porque a crise brasileira só beneficia os bancos.

Vejam bem, enquanto a indústria recuou mais de 6% no primeiro semestre e o comércio registrou a maior queda nas vendas desde 2003, o lucro dos bancos bateu recordes. Os ganhos dos quatro maiores bancos somados cresceram mais de 40% no primeiro semestre, na comparação com os primeiros seis meses de 2014.

E vocês sabe o porquê? Porque o produto dos bancos, em tempos de crise, vende mais e está altamente valorizado. Temos hoje no Brasil, segundo economistas da PUC-SP, a segunda taxa de juros real mais alta do mundo. Isso, prova que mesmo com a crise, os bancos ganham, e muito.

No entanto, nas mesas de negociação, os bancos insistem no discurso da crise e negam, inclusive, os próprios relatórios de resultados apresentados por eles mesmos. Se analisarmos a fundo seus relatórios, as instituições financeiras mantêm uma visão otimista, vislumbrando perspectivas favoráveis para o setor, ainda que os índices da economia brasileira estejam, a cada divulgação, atingindo os piores resultados da história.

Por todo esse cenário, a categoria bancária não vai desistir de reivindicar o que lhe é de direito. O que os bancários querem é apenas fazer justiça com quem está envolvido diretamente no processo de lucratividade dessas instituições.

Vamos à luta! Não há crise para os bancos! Eles podem sim fazer justiça e atender às reivindicações dos bancários!

Diretoria Executiva da CONTEC

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