Cassi, prejuízos e reforma de estatuto


A Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi), que atende 800 mil beneficiários, tem um rombo de R$ 150 milhões no seu orçamento. Os números foram divulgados pelo jornal Correio Braziliense nesta terça-feira (24). Segundo o jornal, o déficit coloca em dúvida a continuidade dos serviços da Cassi.

Entre as razões citadas na matéria para explicar o vermelho nas contas da Cassi, está o descompasso entre os reajustes dos funcionários do banco e os preços dos serviços de saúde. O orçamento da Cassi é composto, em parte, por verbas repassadas pelos trabalhadores; como esse indicador sobe em proporção menor do que os custos operacionais aparece o déficit.

A Cassi é também vítima de um problema que afeta outras entidades ligadas a servidores de estatais, como os fundos de previdência Petros, dos empregados da Petrobras, Postalis, dos Correios, e Funcef, da Caixa Econômica Federal.

É preciso aprimorar as investigações sobre esses fundos para entendermos os motivos das aplicações que eles fizeram e que trouxeram grandes prejuízos, e se torna necessário uma investigação bastante aprofundada pelo Ministério Público e outros Órgãos competentes para passarmos a limpo o que realmente está acontecendo.

Torna-se também mister uma investigação sobre a Previ que obteve resultados considerados pífios e, se não ligarmos o alerta não está descartada a hipótese de prejuízos, o que é totalmente injustificável, além da implantação do teto máximo do benefício, luta de todos os participantes, das Entidades Sindicais e de Representação dos Funcionários, haja visto que gera ambiguidade a interpretação do Estatuto da Previ, que cria uma casta privilegiada, a Diretoria do BB, inclusive com nome diferenciado “Estatutários” com direito a empilhamento de verbas para suas gordas aposentadorias, como aconteceu com o nosso ex-presidente, Sr. Ademir Bendine, enquanto os simples e mortais funcionários tem que se contentar com os cálculos sem essas benesses, exclusiva para esta casta privilegiada.

Quanto a Cassi, é necessário uma discussão e reforma Estatutária urgente, visto que o valor arrecadado não cobre os gastos com os profissionais de saúde e Casas Hospitalares. Várias sugestões foram enviadas para o Encontro que discutiu a Cassi nacionalmente, mas até o presente momento nada de prático se adotou, cautela é bom, mas não em excesso, precisamos de urgência para resolvermos o caso Cassi.

O Banco não quer aumentar a sua participação de 6% para 7,5% e, quer que o aumento de 1,5% recaia só sobre a sofrida classe do funcionalismo. Cremos nós que o aumento de 1,5% ao funcionalismo seria justo e de bom tom, desde que o Banco também faça a sua lição de casa, ou seja contribua com a sua contrapartida acrescentando este índice de 1,5%, para ser justo e paritário, além da implantação de um teto mínimo de contribuição, pois saúde, trabalho e educação são fatores básicos e que precisam de bastante atenção por parte daqueles que detém o poder.

Fonte: FEEB-PR

#bb

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