Governo estuda fatiar oferta de ações da Caixa Econômica


O governo desistiu da abertura unificada do capital da Caixa Econômica Federal (CEF) por causa das dificuldades em preparar o banco estatal para seguir as exigências das companhias abertas antes de 2016. Além disso, embora no mercado a operação seja vista como positiva, é considerada de execução difícil, principalmente em um ano de retração econômica e de desdobramentos da Lava Jato. “O IPO tradicional está descartado no curto prazo”, disse uma fonte. Segundo ele, não há qualquer estudo no banco para conduzir o processo unificado neste ano.

A opção, segundo fontes, é “fatiar” a oferta inicial de ações do banco. Nesse caso, a área que mais renderia seria os seguros. Fontes na Fazenda acreditam ser possível que a operação da Caixa Seguradora seja tão bem sucedida quanto a abertura de capital da BB Seguridade.

Feito em abril de 2013, o IPO da BB Seguridade arrecadou R$ 11,5 bilhões – o maior volume atingido por uma empresa brasileira desde 2009.

Não há ainda no governo uma estimativa de quanto a abertura de capital da Caixa Seguradora poderia representar para reforçar as contas do governo neste ano, num momento em que a equipe econômica enfrenta dificuldade para cumprir a meta de superávit primário fixada em R$ 66,3 bilhões, equivalente a 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB).

O valor depende de como o cenário econômico vai reagir às investigações da Operação Lava Jato. O governo acredita que os primeiros resultados do trabalho de ajuste e busca de confiança tocado por Levy devem surtir efeito a partir do segundo semestre deste ano.

A Caixa Seguradora tem como sócios a Caixa (48,21%) e a francesa CNP Assurances (50,75%). Os franceses precisam aprovar a decisão de abrir o capital.

Fonte: Gazeta do Povo

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