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Mulheres só receberão o mesmo salário que homens em 2086, diz OIT


Relatório da organização mostra que a igualdade de gênero no mundo do trabalho ainda está longe de se tornar realidade

Embora seja urgente o clamor por equiparação salarial entre homens e mulheres – a atriz Patrícia Arquette arrancou aplausos no Oscar ao dizer que "chegou a hora!" –, a Organização Internacional do Trabalho (OIT), divulgou estudo mostrando que essa hora vai chegar só daqui a 71 anos. Essa é a nada otimista projeção de um relatório, com base no ritmo atual de avanços na área, divulgado nesta sexta-feira (6/3).

O estudo foi divulgado na semana do Dia Internacional da Mulher e em referência aos 20 anos da Conferência de Pequim, em que 189 países assinaram o compromisso de erradicar legislações discriminatórias. Ao passo que muitos países adotaram leis que proíbem a desigualdade salarial, outros ainda proibem mulheres de exercer determinadas funções (como a Rússia). Foi somente nos anos 2000, por exemplo, que a França liberou trabalho noturno para mulheres. Essas e tantas outras estão no relatório da ONG Equality Now, que denuncia 44 países com leis discriminatórias.

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O relatório também denuncia o lento passo para a igualdade de gênero no mercado de trabalho, desde 1995. Os dados globais mais recentes indicam que mulheres recebem aproximadamente 77% do valor que os homens recebem. Nos Estados Unidos, existem mais "Johns" na diretoria de grandes empresas que mulheres. Por outro lado, o número de executivas no ranking de 500 empresas da Fortune saiu de zero, em 1995, para mais de 20, em 2014.

Além disso, o estudo da OIT menciona a dupla jornada: enquanto as mulheres gastam 26 horas semanais em tarefas de casa, os homens gastam apenas 9 horas. Na política, cresce a participação feminina, mesmo que lentamente. Em 1995, apenas 3% dos 185 países da OIT eram liderados por mulheres. Hoje, esse número cresceu para 8%. A exemplo disso, o Brasil, membro da organização, teve sua primeira presidente eleita em 2010. Não se pode dizer, no entanto, que isso reflita a realidade da política brasileira: nas eleições do ano passado, foram eleitas 45 deputadas, de um total de 513 parlamentares na Casa. Já no Senado, o percentual sobe para 13,6%; elas são 11 de um total de 81.

Fonte: Correio Braziliense

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