• Sindicato dos Bancários

HSBC mantém suspensão das demissões e irá rever dispensas irregulares


Na segunda reunião específica ocorrida sexta-feira, dia 14, com a Contraf, sindicatos dos bancários de Curitiba e São Paulo e a Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul, a direção do HSBC reiterou o compromisso de que as demissões de funcionários estão suspensas enquanto durarem as negociações. Nova reunião foi marcada para as 11h da próxima terça-feira (18), na capital paulista.

O diálogo foi agendado na quarta-feira (12) pelo banco depois de paralisações de centros administrativos e agências do banco inglês em Curitiba, São Paulo e várias cidades do Brasil e da audiência de mediação promovida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) do Paraná. Os representantes do HSBC ficaram de analisar a proposta dos dirigentes sindicais de suspender novas dispensas, reverter as demissões ocorridas e apresentar a relação completa de todos os demitidos. O movimento sindical tem informações de que foram dispensados inclusive colegas com estabilidade pré-aposentadoria ou prestes a adquiri-la, mulheres grávidas, afastados por motivos de saúde e portadores de doenças crônicas. Com a apresentação dessas informações, o movimento sindical garante que, na mesa de negociação, além da suspensão de novas dispensas enquanto durarem as negociações, o HSBC fará a revisão e a reversão imediata dessas demissões irregulares. O banco também se comprometeu a trazer uma relação completa de todos os demitidos. Além disso, os representantes do banco reafirmaram que não existe intenção de cortar 20% do quadro de funcionários, nem substituir bancários por terceirizados. Eles também negaram novamente os boatos de que o HSBC cogita deixar o Brasil, ressaltando que a matriz do banco fez recentemente uma capitalização de R$ 1 bilhão na filial brasileira, demonstrando o interesse de permanecer operando no país. O movimento sindical espera que as negociações avancem na próxima terça para que os bancários do HSBC possam voltar a trabalhar sem o medo de novas dispensas e com melhores condições de trabalho. Os sindicatos entendem que se o HSBC quiser crescer no Brasil, o caminho é a preservação do emprego, a valorização dos funcionários e a melhoria do atendimento aos clientes. Fonte: Contraf

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