• Sindicato dos Bancários

Conselheiros eleitos de administração reforçam Caixa 100% pública


Fernando Neiva e Maria Rita Serrano, representantes eleitos pelos empregados para o Conselho de Administração (CA) da Caixa Econômica Federal, reforçaram nesta quinta-feira (5) a defesa da manutenção do banco como 100% público e a serviço dos brasileiros. Foi durante a primeira reunião do CA em 2015, realizada em Brasília.

"Após o questionamento que fizemos, o presidente da Caixa e os demais membros do conselho garantiram que esse assunto nunca foi debatido no CA e que não há nenhuma discussão prevista. Reafirmamos que somos contrários à abertura de capital da empresa. A Caixa é um patrimônio dos brasileiros, que tem um importante papel social no país, e deve continuar 100% pública", afirma o conselheiro titular Fernando Neiva. A suplente Maria Rita Serrano destaca: "juntamente com o movimento sindical e associativo estamos fazendo gestões em todo o país, no sentido de que esse debate nem chegue no Conselho de Administração, pois isso significaria a consolidação de uma suposta proposta do governo. A abertura de capital não interessa à Caixa, aos trabalhadores e nem à sociedade. E vamos intensificar as ações para impedi-la". Entre outros itens da pauta da reunião desta quarta-feira, o CA da Caixa fez uma primeira análise dos números do balanço de 2014 do banco, que deve ser publicado nos próximos dias. A próxima reunião do Conselho de Administração foi marcada para a próxima quarta-feira (11). Debates pelo Brasil Os dois representantes dos trabalhadores no CA da Caixa têm participado de debates em todo o Brasil sobre a importância do banco continuar 100% público. No final de janeiro, por exemplo, Neiva esteve em um seminário em Fortaleza e visitou agências em Belém e Marabá, no Pará. Maria Rita participou de discussões em São Paulo e, na próxima terça-feira (10), estará no seminário que será realizado em Recife. "É fundamental que os empregados da Caixa se conscientizem e participem desse movimento nacional contra a abertura de capital da empresa", diz Maria Rita. Neiva acrescenta: "vamos levar esse debate para as unidades, para o dia a dia dos trabalhadores, e também envolver a sociedade. Só assim conseguiremos manter a Caixa Econômica Federal 100% pública, exatamente como é há 154 anos". Fonte: Fenae

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