COM MEDO DE TUDO !


Um dos distúrbios de ansiedade, a doença faz parte da vida de 3% da população mundial. Mas tem tratamento:

De repente o coração dispara. O peito aperta, as mãos transpiram e os braços começam a formigar. A cabeça gira e parece que tudo treme por dentro. Como se não bastasse, o ar some e é necessário respirar mais rápido para não  sufocar. Parece que a morte está chegando. Se ao menos desse para sair correndo ou, quem sabe, segurar a mão de alguém... Impossível controlar a avalanche de sensações, o imenso pavor.

A cena acima é uma típica crise de síndrome do pânico, doença que não escolhe conta bancária, cor da pele nem país, prefere as mulheres na proporção de três para um e faz, ou fará, parte da vida de 3% da população mundial.

Medo desproporcional:
A síndrome é caracterizada pela repetição de crises que surgem aparentemente sem motivo, chegam ao pico em 10 minutos e duram cerca de 40. Vive-se um medo desproporcional. A pessoa pode até pensar que está tendo um infarto e correr ao pronto-socorro. Mas será liberada pelos médicos por estar bem clinicamente. Seu problema é outro. "A cabeça tira conclusões erradas", explica Márcio Bernik, coordenador do Laboratório de Ansiedade do Hospital das Clínicas, em São Paulo.

Rotina limitada:
As consequências são terríveis. Há sempre o temor de uma nova crise e o indivíduo passa a evitar situações que acredita desencadear o problema. Cerca de dois terços dos pacientes desenvolvem a agorafobia, medo de locais públicos. Receiam passar mal e não encontrar socorro.

O transtorno do pânico não é privilégio da vida moderna. Já teve vários nomes, como síndrome do coração do soldado, por causa da Guerra Civil Americana (1861-1865), em que surgiram alguns casos. O médico austríaco Sigmund Freud a enquadrou na neurose da angústia. Só nos anos 80 a doença teve o diagnóstico bem definido.

Fatores biológicos, genéticos, ambientais e psicológicos mesclam-se durante o ataque. Sabe-se que há problemas com certos neurotransmissores, porque as crises melhoram com drogas capazes de regulá-los. Os mecanismos acionados pelo cérebro, porém, são pouco conhecidos. "Provavelmente não existe um centro do pânico", explica o psiquiatra Renato Ramos, da Universidade de São Paulo (USP). "Várias estruturas cerebrais devem estar envolvidas."

Estudos indicam que existem de 17% a 35% de fatores genéticos. "Herda-se a vulnerabilidade", conta o psiquiatra Francisco Lotufo-Neto, da Faculdade de Medicina da USP. É aí que entram o estresse e a dificuldade para resolver os problemas.

Segundo Rosana Laiza, presidente da Associação Nacional da Síndrome do Pânico, é possível definir um perfil de quem desenvolve a doença. "Normalmente é uma pessoa perfeccionista, que não rel axa e quer controlar tudo", conta, baseada nos cerca de mil casos encaminhados à Associação nos últimos 16 anos. "Também é agarrado à imagem da mãe."

A ação dos remédios:
Há quem questione a conclusão. "É complicado avaliar alguém depois de doente", rebate a psicóloga Lígia Ito, do Hospital das Clínicas, em São Paulo. Polêmicas não faltam. Afinal, trata-se da cabeça, de emoções.

Apesar das divergências, há tratamento. Começa com remédios, principalmente antidepressivos, que atuam sobre os neurotransmissores . "Há várias opções e o médico seleciona aquele que irá causar menos efeitos colaterais conforme o paciente", explica a psiquiatra Helena Calil, da Universidade Federal de São Paulo.

Segundo pesquisa do Hospital das Clínicas paulistano, se tirada a droga após um ano de tratamento, 20% dos pacientes ficam bem, 40% têm recaída imediata e outros 40% recaem depois de uma situação de estresse. H quem seja medicado por toda a vida.

Depois de medicado, inicia-se a terapia de auxílio. O paciente se expõe, sistematicamente, a uma das situações que teme, como enfrentar uma fila. Mede o grau de ansiedade a cada tentativa e aprende técnicas de relaxamento. "Também o ajudamos a confrontar os pensamentos catastróficos com a realidade", conta a psiquiatra Valéria Lauriano, de São Paulo.

"No lugar de pensar que o avião vai cair, lembramos que é um transporte seguro." Quando a pessoa chega ao objetivo sem sentir desconforto, escolhe outra situação que antes a aterrorizava. "Tudo é feito aos poucos", avisa Lotufo-Neto. "Além disso, indicamos psicoterapia para reacomodar problemas com relacionamentos e auto-imagem." Faz sentido: quem tem pânico questiona sua capacidade de enfrentar o mundo e se sente inferiorizado.

"Quem passou pelo problema sempre fica com alguma coisinha", acredita Antônio Santos. "Como o sujeito que comia c oalhada assoprando a colher porque certa vez tinha se queimado com leite quente." Mas é difícil medir as seqüelas psicológicas ? saber se o indivíduo está agitado por causa da doença do passado ou porque, como todo mundo, tem seus momentos normais de ansiedade.

Investigação psicológica:
Rosana Laiza também indica o relaxamento autógeno, técnica de autocontrole que possibilitaria regular o batimento cardíaco. E aplica a psicoterapia para resolver os males que estariam no fundo das crises. "Levamos o paciente a entrar em contato com sua infância."

Para o psiquiatra e psicanalista Oswaldo Ferreira Leite, do Hospital das Clínicas de São Paulo, "é importante não dispensar uma investigação psicológica, além dos outros tipos de tratamento".

Remédios, terapia comportamental, relaxamento autógeno, psicoterapia e psicanálise. Seja qual for o caminho, o importante é saber que existem saídas. "É possível encontrar aj uda e ser feliz", garante a dona de casa Lya Williams, de 50 anos. Com análise, terapia e medicação, ela livrou-se das crises que a atormentaram de 1988 a 1994. Como Lya, muitas vítimas podem recuperar a paz.

Conheça os sintomas:
Os sinais do pânico podem ser confundidos com os de hipertireoidismo, asma, diabete, epilepsia, dependência de drogas, alterações cardíacas e alcoolismo. Só quando esses males são excluídos é que se começa a pensar para valer na hipótese da síndrome.

O fato de alguém entrar em pânico não significa que tenha o distúrbio. Afinal, 10% da população está sujeita a ter uma crise ou outra de terror algum dia. O que caracteriza a doença, porém, é enfrentar mais de três ataques por mês.

Além disso, é preciso sentir pelo menos quatro dos seguintes sintomas: falta de ar, tontura, tremores, palpitação, sudorese, náusea, formigamento, despersonalização (sensação de deixar o corpo), ond as de calor ou de frio, desrealização (tudo parece um filme), medo de enlouquecer ou de morrer e urgência de ir ao banheiro.

Como amenizar os ataques:
É possível amenizar os ataques de medo. "Deve-se pensar que o desconforto vai passar e fazer respiração abdominal, mais profunda e demorada, para evitar tontura, tremor e formigamento", ensina a psiquiatra paulista Valéria Lauriano. "O ideal é treinar os movimentos em casa, deitado e com um livro sobre a barriga."

 

 

A ARTE DE ENVELHECER !

 

 

Homens e mulheres sempre correram atrás da juventude, principalmente quando atingem determinada idade; já os jovens, adultos e adolescentes nem pensam no envelhecimento.
Ao contrário, desejam alcançar os 21 anos para adquirirem a sua independência e seus direitos de adultos. Ao atingir os 30-40 anos de idade, começam a perceber que transformações físicas e outras mais, indicam o amadurecimento e a progressão do processo contínuo do envelhecimento.
Em razão disto, hoje muito se usa a famosa frase: " a Vida começa aos 40 anos".Na realidade, existem muitas razões para isso, pois a expectativa de vida foi aumentando significativamente e as pessoas tinham mais 30, 40 e até mais anos à sua frente para empreender as mais diversas atividades que lhes permitiriam realizar-se e serem úteis a família e/ou à sociedade.
As pessoas que estão a caminho do envelhecimento ou o próprio idoso, podem ser auxiliados através de medidas preventivas, capazes de melhorar sua saúde física, mental e sua qualidade de vida. Envelhecer é uma arte, e está na hora de encararmos os idosos como sábios, por trazerem consigo a sabedoria e a experiência de uma vida inteira.
Perceber que a velhice tem suas necessidades, benefícios e desafios. Como um cidadão mais velho, você estará aprendendo novos papéis e obtendo novos privilégios. A aposentadoria por exemplo, apesar de não ser uma grande coisa em nosso país, lhe coloca numa vantagem de não ter mais que acordar com despertador logo cedo; outra, é dispor de mais tempo para dedicar-se à você, como por exemplo: viajar, visitar lugares que ainda não conhece; lugares agradáveis como os diversos parques e praças a que temos acesso em nossas cidades.
Aliás, quanto tempo faz que você não entra num grande parque ou numa bela praça para fazer caminhadas ou apenas observar a natureza? ou até mesmo conhecer pessoas diferentes e fazer novas amizades? Aprenda a desfrutar de suas novas experiências com a mesma sabedoria que teve até então.
Se dedicar a um trabalho voluntário por exemplo, é uma forma de oferecer seu espírito de solidariedade e se sentir útil, pois lembre-se que sempre existe alguém a confortar. Você é um ser social, e é importante para você ver e estar com outras pessoas, compartilhando dos prazeres e até mesmo das preocupações alheias.
Agora, mais que nunca, você necessita expandir suas relações sociais. Comunique-se e seja um elemento vital em sua comunidade. Se você é avô ou avó, sinta a alegria de visitar seus netos e curta com eles, pois está tendo o privilégio de desfrutar o crescimento de uma nova geração e isto é maravilhoso! Você representa o vínculo deles com o passado.
Faça com que sua história de vida crie vida para eles, pois você é parte dela. Os jovens podem se surpreender em saber que um dia você também foi jovem e gostarão de ouvir suas histórias. Faça questão de demonstrar seu interesse pelas histórias deles também.
As coisas são diferentes, mas o processo de aprendizagem é igual para ambas as partes. Você se lembra de como era cuidadoso com seus filhos? Pois é, agora é o momento de pensar um pouco mais em si mesmo e se cuidar um pouco mais. Organize seu tempo e faça visitas ao seu médico, solicitando orientações sobre um bom programa de
condicionamento , a fim de melhorar sua saúde física e mental.
O exercício é muito importante desde que seja realizado com orientação médica. Você poderá nadar, caminhar, jogar tênis, correr, jogar boliche e uma série de outras atividades; basta querer , se programar e irá perceber que isto é muito importante para se sentir feliz! A mudança na vida sexual também não deixa de ser vantajosa.
O casal de idosos pode manter uma vida sexual ativa, com a vantagem de não correr riscos de gravidez, relaxando e desfrutando disto com muito mais prazer. Embora nem todos os casais encontrem prazer na atividade sexual, a idade não impõe limites para o prazer do aconchego e do carinho, produzido pelo contato físico terno e íntimo. A velhice em si não é incapacitante; o que a torna assim e desinteressante, é o sedentarismo que pode fazer com que você se sinta assim.
Planeje sua vida positivamente pois envelhecer com sucesso é uma grande arte e não o caminho para a morte.

Fonte:- http://www.psicologiapravoce.com.br

 

 

 

Viver não dói...


"Viver não dói. O que dói é a vida que não se vive". (Emilio Moura, amigo de outro grande poeta, Drummond...)

Definitivo, como tudo o que é simples. Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz. Sofremos por quê?

Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade interrompida.

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada. Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso: Se iludindo menos e vivendo mais !!!

A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade. A dor é inevitável. O sofrimento é opcional."

Fonte:- www.psicologiapravoce.com.br/textopsi.
 

 

 

Antonio Batista Faria: Psicólogo CRP 06/74284:

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